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Publicidade

A Publicidade e a multiplicação de amigos

O boca-a-boca funciona melhor com uma campanha publicitária no ar

Por Claudio Gonçalves3 min de leitura

Toda escola organizada monitora a origem da procura de seus alunos. E, em 100% dos casos, um fator salta aos olhos: a indicação de amigos e parentes. Nada supera esse número. Nem o horário nobre da poderosa Rede Globo é capaz de suplantar o número de interessados na escola oriundos da indicação de amigos e parentes. Ora, por que, então, escolas continuam gastando dinheiro com essa bobagem chamada publicidade? Vamos analisar o caso com cuidado. A primeira coisa que aprendi nesses quase 40 anos atendendo contas publicitárias de Instituições de Ensino é que, realmente, a indicação de amigos e parentes é vital para o sucesso de qualquer escola. Mas, aprendi também que essa indicação funciona melhor quando os clientes indicadores estão satisfeitos. E que ela cresce quando uma campanha publicitária entra no ar. Isso mesmo. O tão falado boca-a-boca realmente existe. Para o bem e para o mal. Se a escola não fizer seu dever de casa na questão do marketing, a coisa pode desandar. Afinal, marketing é SATISFAZER NECESSIDADES, FIDELIZAR E EXCEDER ÀS EXPECTATIVAS DE CLIENTES. Quando esse trabalho é bem feito, o boca-a-boca funciona. O outro fato, experimentado por mim na prática é que quando uma campanha entra no ar, ela potencializa as indicações de amigos e parentes. Isso mesmo: a publicidade multiplica os amigos. Certa vez, há quase 30 anos, um cliente meu teve exatamente o raciocínio que coloquei no começo desse texto. De posse de uma planilha que apontava que a grande maioria de seus alunos era oriunda de indicações de amigos e parentes, resolveu ele então abrir inscrições para o vestibular sem campanha alguma. Monitorando os números, notamos juntos que as inscrições patinavam. Os números diários eram pífios. Mas, 80% dos que se inscreviam, o faziam por indicação de amigos e parentes. Passados uns 10 dias de magras inscrições, o cliente me encomenda uma campanha relâmpago. Em pouco tempo estávamos no ar no Rádio, na TV, nos jornais e em Outdoors (isso ainda existia em São Paulo). Resultado: os números explodiram. Foram multiplicados por 10. Mas a proporção continuava a ser de 80% de indicação de amigos e parentes. Era a publicidade criando amigos. Hoje, num cenário cada vez mais competitivo, a publicidade vem se tornando uma ferramenta indispensável para as instituições de ensino. Universidades tradicionalíssimas utilizam a publicidade. Stanford, por exemplo, investe muito e bem em publicidade. E, para quem acha que não precisa disso, é bom saber que até a Igreja Católica investe em publicidade e produz filmes belíssimos (em minhas palestras até tenho mostrado um deles). Se a procura por sua escola anda escasseando, produza amigos. Faça publicidade. Isso ainda funciona.

Claudio Gonçalves